Arquivo | junho, 2010

Momento musical: Skank

25 jun

Êêêêê!!! Até que enfim uma musiquinha menos “museu” por aqui… A banda não é tããão nova assim, mas a música é novinha em folha! No momento musical de hoje: Skank.

Bem, em época de Copa poderia até ser Partida de Futebol: “Que coisa linda é uma partida de futebol”. Mas vamos combinar, né? Esse empate entre Brasil e Portugal não tá merecendo essa música. Afinal, mesmo quando o empate é bom pra nosso time, um zero a zero não empolga ninguém!

Também se fosse essa música, seria mais uma das minhas velhinhas…

Mas no momento de hoje, escolhi uma música mais romântica (e bem mais recente) do Skank: Sutilmente.

SUTILMENTE – SKANK
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

PRA ASSISTIR
Aí vai o clipe oficial da música.

Veja também: outros vídeos no youtube oficial do Skank.



Solidariedade já!

22 jun

Quem está acompanhando os noticiários sabe que vários municípios de Pernambuco e Alagoas estão sofrendo muito por causa das chuvas. Milhares de pessoas perderam tudo e estão desabrigadas!

Essas pessoas precisam mais do que nunca da nossa solidariedade. As doações podem ser alimentos, água, roupas, material de limpeza, colchões, agasalhos.

Aqui em Pernambuco tem vários postos que estão arrecadando esses mantimentos, veja alguns endereços abaixo:

IASC
Instituto de Assistência Social e Cidadania do Recife
Rua Imperial, 202, Bairro de São José, Recife

BOMBEIROS
Comando Geral da Polícia Militar
Praça do Derby, Recife

Quartel Central do Corpo de Bombeiros
Avenida João de Barros, Boa Vista, Recife

ACS – PE (8h às 12h e das 13h às 17h)
Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados
Recebe água mineral e alimentos não-perecíveis
Rua Amaro Bezerra, 489, Derby, Recife
Fones: (81) 3423-0604// 3423-9907

IFPE
Instituto Federal de Pernambuco (antigo Cefet-PE)
Veja os endereços

PCR
Prefeitura do Recife
Postos da Secretaria de Assistência Social do Sítio Trindade (das 17h às 2h), do Pátio de São Pedro e na Praça do Arsenal (20h às 2h)

Geraldão (Das 8h às 17h)
Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira, Recife

Guarda Municipal (serviço 24 horas)
Rua dos Palmares, 550, Santo Amaro, Recife

CTTU (8h às 18h)
Rua Frei Cassimiro, 91, Santo Amaro, Recife

Posto de Permanência da Guarda Municipal (8h às 18h)
Terminal Marítimo

BOMPREÇO
Hiper de Boa Viagem, da Avenida Recife e de Casa Forte
Alimentos não-perecíveis e água
Fone: 0800-7055050

CUT
Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE)]
Rua Dom Manoel Pereira, 183, Santo Amaro, Recife

FETAPE
Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape)
Rua Gervásio Pires, 876, Boa Vista, Recife

ALEPE (Segunda a sexta, das 8h às 18h)
Assembleia Legislativa de Pernambuco
Superintendência Administrativa da Assembleia
Anexo II da Alepe – Rua da União, Recife

Instituto Pró-Cidadania
Rua Castro Alves, 343, Encruzilhada, Recife

Avenida Antônio de Góis, 226, Pina, Recife

Fones: (81) 3183 2285 e 3183 2444.

CONSOLE
Restaurante Papaya Verde
Rua Santo Elias, Espinheiro, Recife

UNIVERSIDADE
Universidade Infantil do Janga, no Conjunto Beira Mar

BARRA DE GUABIRABA
Prefeitura de Barra de Guabiraba
Eles mandam buscar os donativos. Colchões, lençóis e alimentos são as maiores necessidades.
Fones: 8848-1144// 9144-6052// 9144-6053// 3758-1145

BARREIROS
Posto da Polícia Rodoviária Federal na entrada da cidade está recebendo as doações ou por meio de depósito na conta:

Banco do Brasil
Agência 0710-2
Conta corrente 6070-4

CABO DE SANTO AGOSTINHO
Centros de Referência em Assistência Social (Cras) de Ponte dos Carvalhos e do Cabo Roupas e brinquedos

Secretaria Municipal de Programas Sociais e da Mulher
Equipe faz o recolhimento das doações
Fone: 3521-6759// 6718

CARUARU
Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja)
Rua Leão Dourado, nº 51-A, Bairro São Francisco
Alimentos, água potável, roupas, cobertores e utensílios domésticos são os itens mais urgentes

GRAVATÁ
Alimentos não-perecíveis, agasalhos, roupas e calçados

Secretaria de Ação Social
Rua Francisco Bezerra de Carvalho, Centro
Fone: (81) 3563 9057// 9037

O dia em que eu não consegui chegar em casa…

18 jun

FOTO: Helia Scheppa/JC

Tudo começou após a hora do almoço. Fortes chuvas, trovões e relâmpagos já anunciavam que a volta para a casa seria longa. Não tanto quanto eu poderia imaginar.

Larguei mais cedo do trabalho e tentei pegar um ônibus para evitar a caminhada de cerca de 15 minutos na chuva até o local onde pego o transporte para vir pra casa. Não deu certo. O motorista me alertou que há mais de meia hora não conseguia sair daquele local. Decidi encarar a chuva mesmo sabendo que meu frágil guarda-chuva pouco evitaria que eu ficasse encharcada.

Chegando ao ponto do ônibus, completamente molhada da cintura pra baixo (e em boas partes da cintura pra cima), consegui rapidamente subir no ônibus com destino a minha casa. Apesar do abafado do veículo (que contrastava gritantemente com o frio que fazia do lado de fora) e de ter que ir em pé, segurando as minhas bolsas, agradeci por estar a caminho de casa. Mal sabia o que me esperava.

A certa altura da Avenida Caxangá, o trânsito que estava lento ficou completamente parado! O desespero começou a bater quando o motorista desligou o motor do ônibus. Já fazia mais de uma hora que eu estava naquele veículo e ainda não tinha chegado a metade do caminho. E o pior: sem perspectiva de passar da outra metade nem tão cedo.

A bolsa pesada começou a doer o ombro e fiquei me perguntando: onde estava a solidariedade do brasileiro que eu citara a dois posts atrás? Lembrei que em dia de chuva ela deveria ter sido arrastada pela correnteza das águas. Ninguém sensibilizado para segurar minhas bolsas. Aliás, ninguém sensibilizado com nada. Ao contrário. A revolta começou a tomar conta dos passageiros que começaram a xingar o motorista pela demora e o calor, mesmo sem ele ter culpa por nenhum do dois.

A agonia aumentou. O calor também. Um passageiro mal educado acende um cigarro e as pessoas no ônibus começam a se manifestar. Há discussões, caras feias. Mais xingamentos para o motorista. O fumante sem-noção queria que ele saísse da fila de ônibus e tentasse seguir pela faixa de carros. Como? A fila de carros também não andava!

De repente a pressão foi tão grande que o cobrador estourou. Começou a gritar para que as pessoas parassem de fazer ameaças, pois o motorista estava apenas fazendo a parte dele. Não havia o que fazer.

Lembrei do filme “Ensaio Sobre a Cegueira”. Como o bicho homem fica tão mais próximo do bicho que do homem em uma situação dessas!

As pessoas começaram a descer do coletivo e ir andando para suas casas. Tive vontade de fazer o mesmo, mas avaliei que a distância associada à chuva, ao fato de ter que passar por áreas totalmente alagadas e o medo me impediram de fazer o mesmo. Chegaria em casa nem que demorasse mais umas duas horas. Nessas alturas, já se passavam quase duas que eu estava naquele ônibus.

Na hora em que o circo começava a pegar fogo no ônibus, surge uma luz no fim do túnel: meu pai, meu heroi!

Meu pai, que mora próximo de onde eu estava, me liga e se oferece para ir me buscar e me levar para a casa dele. O meu medo era que o carro dele ficasse ilhado em algum ponto de alagamento, mas a fome, o cansaço e a falta de perspectiva de chegar em casa me fizeram aceitar a ideia com muito carinho.

Depois de conseguirmos ultrapassar verdadeiros rios (inclusive dentro do condomínio dele, onde a água entrou até no elevador), finalmente chegamos, duas horas e meia depois de iniciada a minha saga. Eu estava encharcada, faminta, estressada, cansada, assustada.

Depois de dois bons banhos, um de água e outro de álcool, pra desinfetar, e de uma boa refeição, eu já estava quase nova. Dali a algumas horas, a chuva cessa e tento chegar em casa, novamente sem sucesso. Mesmo sendo quase 23 horas, a Avenida Caxangá continuava engarrafada da mesma forma. Decido voltar e dormir na casa do meu pai.

Nessa quinta-feira chuvosa em Recife, não consegui chegar em casa. Mas tive cama, comida, conforto. E nesse tempo todo não consegui parar de pensar: e quem não tem nem casa para voltar? E quem vive em locais de riscos e estar na rua é mais seguro que estar em casa?

No dia seguinte, os jornais me dão a triste confirmação: nove pessoas morreram em deslizamento por conta das chuvas. Inevitável pensar: não seria bom se elas também não tivessem conseguido chegar em casa?

Momento musical: Marisa Monte

16 jun

Sei que nesse espaço aqui eu só tenho trazido músicas das antrolas, mas o que eu posso fazer se hoje acordei pensando na canção Bem Que Se Quis, de Marisa Monte?

Nada, não é? A não ser dedicar um momento musical pra essa música que mesmo antiguinha ainda faz um sucesso danado! E que eu adoro, é claro!

BEM QUE SE QUIS – MARISA MONTE

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos pra voltar
E o que é que a vida fez
Da nossa vida?
O que é que a gente
Não faz por amor?

Mas tanto faz
Já me esqueci
De te esquecer
Porque
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar

Agora vem pra perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem pra mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer

PRA ASSISTIR
O youtube é realmente demais! Olha a pérola que encontrei: um clipe de Marisa Monte no Fantástico, cantando Bem Que Se Quis. O pior: a música fez parte da trilha sonora da novela Salvador da Pátria e eu me lembro de Lima Duarte interpretando Sassá Mutema! Mal sinal de que a idade está chegando…

Pra completar as antiguidades: William Bonner (ainda com os cabelos pretinhos), como apresentador do Fantástico! Vale a pena conferir!

Brasileira com muito orgulho

15 jun

Hoje o Recife amanheceu nublado. Mas ao contrário do que se esperava, a cor predominante não era o cinza. Eram o verde e o amarelo.

A cidade (assim como suponho que cada cantinho desse País) está contagiada com essa alegria que toma conta do Brasil em época de Copa do Mundo. Até em Grenoble, na França, dois pontinhos verde e amarelo (meu irmão e minha cunhada), que não são tão fãs assim de futebol, vivem o orgulho de serem brasileiros!

Hoje o Brasil amanheceu verde e amarelo! A camisa do Brasil é artigo de luxo! Para nós mulheres, a opção é ainda maior: vestidos, blusinhas, bijuterias, pulseiras, brincos, colares, unhas (às vezes tudo isso de uma vez só) colorem as ruas do País.

Atém quem não é fã do futebol, quem não entende das regras do jogo, quem não tem um time do coração, entra nessa euforia. É o orgulho de ser brasileiro!

O meu desejo é que essa paixão exista sim na época da Copa, afinal somos a única equipe pentacampeã, considerados os melhores do mundo (mesmo a muito contragosto de algumas outras seleções, invejosas com certeza). Mas não seja só orgulho de sermos brasileiros pela seleção campeã que temos e sim também pelo povo que somos! Pela nossa alegria, irreverência, capacidade de superação das dificuldades, solidariedade com o próximo. Somos um povo único! Isso não é motivo para celebrar?

Que o nosso amor pela camisa verde e amarela dure não só nesses jogos da seleção (e que sejam todos até a final!). Que esse nosso amor pelo Brasil seja mais eterno que o “enquanto dure a copa”. Afinal, quem ama, ama!

Para quem quiser, encontrei, nos meus arquivos antigos, várias versões do hino brasileiro. Não dá pra baixar, só pra ouvir. Mas quem quiser os arquivos, é só deixar uma mensagem com seu e-mail que eu envio!

Hino do Brasil – Angra

Hino do Brasil – Versão forró

Hino do Brasil – Olodum

Hino do Brasil – Robertinho do Recife

Hino do Brasil – Artur Moreira Lima

Diquinhas básicas sobre futebol…

15 jun

Eu conheço muitas mulheres que sacam muuuito de futebol! E nesse meio jornalístico então, muitas com qualificação profissional para comentar e fazer cobertura dos jogos.

Mas eu, apesar de gostar muito de futebol, não entendo patavina das regras. Como saber se uma falta é lance pra cartão vermelho ou amarelo? Quando é que o cara tem ou não intenção de derrubar o outro? Alguém faz uma falta na intenção de ferrar o outro mesmo sabendo que quem vai se ferrar é ele?

E o tal do impedimento? Já me explicaram mais de mil vezes, mas na hora da jogada, não sei se é porque é tudo muito rápido, mas eu nunca sei dizer se está ou não impedido… Quer dizer, não sabia!

Depois de assistir no Fantástico o quadro da super star Leandra Borges (com a hilária Ingrid Guimarães), que comparou o impedimento à compra de uma blusa em liquidação, ficou fácil, fácil de entender!

Tem outras dicas também como por exemplo: como ficar fashion para assistir aos jogos ou como arrumar um namorado enquanto assiste aos jogos (o que acho quase impossível, tendo em vista que a mulher pode ficar nua em frente à TV que os homens não vão deixar de olhar para o jogo). Mas vale a pena pra rir um bocadinho…