Arquivo | abril, 2010

Solidão – por Fátima Irene

28 abr

Esse texto anda circulando pela net como se fosse de Chico Buarque (caiu até em uma prova de concurso), mas a verdadeira autora é Fátima Irene. Acho uma sacanagem quando fazem isso! O autor deve ficar p… da vida quando vê sua obra passando de mão em mão como se fosse de outra pessoa. Isso acontece muito com Arnaldo Jabor, tudo quanto é texto (até uns bem ruins) querem dizer que é de autoria dele…

Bem, mas deixemos essa discussão pra lá! Vamos à descrição de Fátima sobre o que, para ela, é a bendita (ou maldita) solidão.

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto…

SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.”

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Solidão – por Mariana Mazza

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Frustrações

26 abr

O ser humano já foi capaz de inventar o avião. Conquistou os sete mares por meio dos navios. Já chegou até a lua!

O ser humano descobriu a cura para doenças antes incuráveis. É capaz de pegar um coração de uma pessoa decretada morta e fazê-lo bater no peito de outra pessoa que permanece viva!

O ser humano é mesmo capaz de coisas incríveis! Mas se tem uma coisa que ele ainda não aprendeu a lidar é com as suas frustrações. É, em matéria de lidar com os próprios sentimentos parece que ainda estamos na Idade da Pedra!

Não tem coisa pior que você criar expectativas, se preparar, se dedicar, lutar por algo e no final não conseguir obter êxito! Essa sensação de vazio no peito, de fracasso, que só a frustração é capaz de nos proporcionar, é realmente difícil de lidar. Não tem palavra de conforto, tapinha nas costas do amigo que seja capaz de resolver. Talvez algumas muitas sessões de terapia. Quem sabe?

Eu recomendo: O Teatro Mágico

20 abr

A situação em que conheci o grupo O Teatro Mágico foi muito engraçada. Em 2006 eu fui convidada para participar do programa Muito Mais, da TV Jornal, em um quadro onde a pessoa fazia alguma peça de artesanato. Fui chamada para fazer minhas bijus.

Apesar de estar acostumada a trabalhar com produção, sempre preferi o por trás das câmeras e microfones, e de início fiquei meio resistente à ideia de aparecer na televisão, mas acabei topando. Vencendo a timidez, até que consegui sobreviver àquela situação!

Mas o mais legal foi ver o grupo que se apresentava durante o programa: O Teatro Mágico. Era uma mistura de circo com teatro, as pessoas todas fantasiadas, meninas fazendo acrobacias. Achei aquilo massa!

A primeira frase da primeira música que ouvi foi “Os opostos se distraem. E os dispostos se atraem”. Achei genial! A partir daí, foi paixão à primeira vista!

Quando terminou o programa, meu amigo Lucas (mais conhecido como Luquete) me fez pedir um CD autografado dos caras. Fui na maior cara de pau e consegui o CD autografado, mas só entreguei a Lucas com uma condição: que ele fizesse uma cópia para mim.

Ah, e antes que me critiquem pela pirataria, o próprio grupo disponibiliza as músicas no site no movimento que eles chamam de MPB: Música Para Baixar. Mas quem quiser comprar o CD original do grupo, pode fazer um pedido no mesmo site ou comprar na lojinha que é montada sempre na frente da casa de espetáculos que eles se apresentam.

A partir daí virei fanzoca! Já fui a vários shows, que são verdadeiros espetáculos, com apresentações circenses, declamação de poesias e teatro lotado com certeza! Por sinal, quando será que eles vêm novamente a Recife?

Separei um videozinho da música O Anjo Mais Velho, uma das que mais gosto do grupo.

Dores…

19 abr

As dores do mundo. As minhas dores. Como suportá-las? Onde encontrar forças para superá-las? Elas sugam, maltratam, me enfraquecem, dóem!

Mas a dor não é apenas um carrasco cumprindo a sentença. A dor serve para nos alertar de que algo não vai bem. Nos faz perceber que precisamos reagir e combater não a dor, mas o mal que nos faz sentí-la.

É preciso buscar forças, mesmo nos momentos em que estamos mais enfraquecidos. É difícil, mas só assim teremos alguma chance de a dor nos abandonar. Mesmo que temporariamente…

O hoje

12 abr

Eu quero o hoje, o agora, o já!
O ontem já não interessa
O amanhã não se sabe como vai ser
Para que gastar tempo pensando neles então?

Melhor é viver o presente!
Uma boa surpresa quando nem se espera
É o suficiente para fazer o dia valer a pena

Eu quero que o hoje nunca acabe!
Que ele dure para sempre
Que os bons momentos se perpetuem
Que sejam capazes de superar as cicatrizes do passado
E que sejam maiores que as expectativas do futuro

Se amanhã eu não mais estiver aqui
O hoje precisa ter valido a pena
E isso tem que acontecer todos os dias
Pois não se sabe até quando haverá um amanhã

Partilha

5 abr

Divida os teus pensamentos comigo,
Mesmo que eu não povoe mais tua mente
Conta-me teus sonhos, cada detalhe,
Até quando eu não faço parte deles
Fala-me das tuas angústias, do que te consome

O teu sofrimento é o meu também
A tua dor faz parte da minha
O teu pesar é causa do meu sofrer

Pratica o momento da partilha
Dividir não só as coisas boas
Embora essas também devam ser divididas
Mas também compartilhar aquilo que assusta
Aquilo que dói, que machuca, que maltrata

Vês em mim um porto seguro.
Não tentes fincar raízes em outros lugares.
Não tentes viver outra vida diferente da minha e da tua.
Não vês que nossas vidas são uma só?

O avesso do avesso

2 abr

Como é isso? De repente você acorda e percebe que o mundo está todo fora do lugar. Ou será que você nunca esteve no lugar que achava ser o certo? Certo e errado. Isso existe? Sei lá! Mas dane-se!

O que importa é que de repente, como em um estalo, as coisas parecem ser estranhas. Seu corpo, sua vida, os outros. Tá tudo embolado como se fosse uma roupa tirada às pressas. Como foi que tudo mudou?

Não sei. Alguém sabe?

Quem quiser que pense que isso é saudosismo, apego ao passado, loucura. Não é! Na verdade é só uma constatação.

Às vezes dá uma agonia se sentir sozinha em uma luta tão desigual. Enquanto isso, há pessoas tomando água de coco, na sombra fresca e ainda reclamando da vida porque o coco tá muito gelado e a água do mar tem muito sal…

Ô mundo injusto esse!